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Maternidade

Leitura Infantil: Livros impressos favorecem no entendimento da narrativa

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A pandemia chegou e mudou a vida de todos nós. Em tempos de isolamento social, muitos pais tiveram que se adaptar a novas rotinas dentro de suas casas. E em tempos como esses crianças de todos os lugares tiveram que aprender e reaprender a aprender em um ambiente totalmente atípico recheado de gatilhos aliados à distrações.

As telas dos computadores e celulares viraram quase que os protagonistas durante o processo de aprendizagem. E é nesse ponto que eu quero chegar. Quanto tempo seu filho (a) fica conectado à uma delas? E onde está a linha tênue para que isso não chegue a se tornar um problema futuro? Longe de mim vir aqui e dizer que isso é de fato um erro. Vivemos em um mundo conectado e diferente das gerações passadas, é claro. A forma como vivemos, estudamos e até consumimos mudou e isso é um fato. Nossas crianças têm o mundo na palma de suas mãos, e isso, de tudo, não é ruim.

Não podemos negar os benefícios de tudo isso, mas sei também, que existem alguns costumes que não podem simplesmente serem ignorados. Eu lembro quando criança que só havia uma forma de nos lançarmos ao mundo: através dos livros. E comecei a gostar de ler através de gibis.

Hoje já conseguimos baixar livros online, mas o encanto do livro de papel, cheio de ilustrações e cores não pode ser ignorado. Um estudo lançado na Itália em 2014 mostrou que ler um livro convencional faz com que o conteúdo seja absorvido de forma mais eficaz, quando comparado a um eBook. A pesquisa revelou ainda que os materiais impressos beneficiaram os leitores até na questão de empatia e imersão na história e entendimento da narrativa.

Mas não para por aí. Pesquisadores comprovaram que crianças de 3 a 5 anos entendiam melhor a história quando os pais liam um livro em papel. Interessante né?

Já sabemos que o hábito da leitura aprimora o vocabulário e a escrita. A psicóloga Graciele Castoldi afirma que estimular a leitura infantil pode inclusive, estreitar laços familiares. “Quando a criança lê ela estimula não só o seu desenvolvimento cognitivo, mas cria um ambiente mais propício para a compreensão do que acontece ao seu redor.  Através do hábito da leitura a criança passa a ter mais compreensão sobre até mesmo suas emoções e sentimentos. Ler em família pode ainda estreitar laços, trazendo aproximação, o que auxilia no processo de descobertas” garante a psicóloga.

O hábito da leitura infantil através dos livros de papel além de eliminar as distrações, não agride os olhos. Oftalmologistas já alegam que o uso contínuo e ilimitado das telas em crianças pode sim comprometer até mesmo a saúde delas. E pasmem: o uso de livros infantis auxilia até mesmo no sono dos pequenos.  Já parou pra pensar quantas vezes você pegou em um livro pra ler a noite e não conseguiu sair da primeira página? O sono logo veio, não é mesmo?

Não podemos negar a praticidade de ler um livro no celular, é claro. Mas ainda existem diversos benefícios com relação aos livros de papel. Ainda não conseguiram substituir o encanto de abrir um livro, sentir o cheiro da folha  e o toque à gramatura.

Quer incentivar os pequenos nesse mundo de descobertas? Ofereça-lhes um livro, não importa a idade.

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Norte Modas realiza 2º Encontro de Mães em Porto Velho

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Agosto é o mês de incentivo ao aleitamento materno e a Norte Modas já se prepara para mais um grande evento. Trata-se do “2º Encontro de Mães” que será realizado no dia 23 de agosto, a partir das 15h30 na Norte Modas, situada à Avenida Jorge Teixeira, nº 579, Bairro Nossa Senhora das Graças em Porto Velho. O evento é destinado à gestantes e mães que tiveram filhos recentemente e tem como objetivo disseminar informações importantes sobre esse momento único da vida da mulher.

“A gravidez traz muitas dúvidas. O corpo da mulher sofre diversas mudanças e quando o bebê nasce, muitas se sentem inseguras para cuidar de um bebê. Nós como empresários há mais de 30 anos no mercado oferecendo artigos para a mãe e o bebê, entendemos que é super importante também oferecer momentos importantes como este” destaca a empresária Iêde Regina, organizadora do evento.

Esta edição terá a participação de dois especialistas renomados do estado. O pediatra Dr. Reginaldo Lourenço e o médico ginecologista e obstetra Dr. Rodrigo Carrapeiro se reunirão para uma roda de conversa com as mães.

Durante o encontro as mães poderão tirar dúvidas e trocar experiências. O evento está programado para encerrar às 17h30 com sorteio de brindes e coffee break.  As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 22 de agosto.  As vagas são limitadas.

Inscrições através do link:

https://www.sympla.com.br/2-encontro-de-maes—–norte-modas__606844

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Maternidade: Você sabe qual é a forma mais segura de se transportar uma criança dentro de um carro?

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CFM lança cartilha com orientações de como levar crianças no carro com segurança

As recentes discussões sobre o fim das penalidades aos condutores que deixarem de usar as cadeirinhas e outros dispositivos de segurança ao transportar um criança dentro do automóvel levaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) juntamente com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a lançarem, em conjunto, um livreto que auxiliam os pais e responsáveis a entenderem como transportar corretamente as crianças nos automóveis, assim como a importância do transporte seguro. “Medicina de Tráfego: Transporte Seguro de Crianças em Veículos Automotores” foi lançada no último dia 15 de julho em Brasília.

Segundo a própria cartilha, as evidências científicas comprovam a eficácia do uso correto dos dispositivos de retenção para crianças em veículos automotores. A ideia é estimular os médicos a fazerem a recomendação destes dispositivos aos pais e responsáveis.

Crianças transportadas no banco traseiro do carro têm risco absoluto menor de sofrer ferimentos ou morte em comparação àquelas transportadas no banco dianteiro. O uso do dispositivo de segurança ocasiona o mais baixo risco de morte nos acidentes fatais.

De acordo com os números, o uso das cadeirinhas reduziu em 33% o número de crianças vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Os números que saíram das bases do Ministério da Saúde evidenciaram os efeitos positivos da Resolução nº 277 do Contran. A cada hora pelo menos cinco pessoas morrem em acidentes de trânsito no país.

Um dado curioso destacado na cartilha foi a questão do transporte no centro do banco traseiro. Em caso de acidentes, as crianças transportadas neste local têm até 24% menos risco de morte que as que são transportadas nas laterais, mas o dispositivo de segurança só deve ser colocado no centro se este local for equipado com um cinto de segurança de três pontos.

Outra dica importante da cartilha é com relação à escolha do dispositivo de segurança. Segundo ela, os responsáveis devem evitar aqueles que estejam muito próximos dos limites do desenvolvimento da criança. Ela não deve ser nem grande nem justa demais. Não se deve usar os que não sejam correspondente ao peso e à altura da criança.

Sobre os tipos de sistema de retenção (assento)

Assento tipo concha

Enquanto a criança não conseguir se sentar e manter o equilíbrio da cabeça, deve ser usado assento tipo concha, instalado com leve inclinação no sentido inverso ao da posição normal do banco do veículo. O assento tipo concha é usado desde o nascimento até a criança completar um ano de idade e atingir o peso aproximado de 9 kg.

Assento conversível

Maior que o assento infantil, com suporte para a cabeça mais alto, o assento conversível poderá ser posicionado semirreclinado, acomodando crianças de peso maior, até 13 kg, que ainda não completaram 1 ano. Para maior proteção, a criança pode continuar sendo transportada nestes dispositivos de segurança com a face voltada para trás do veículo enquanto eles a acomodarem em função do peso e sem que o topo da cabeça ultrapasse o topo do assento.

Cadeirinha de segurança

A cadeirinha de segurança é utilizada a partir de 1 ano de idade, momento em que a criança já possui pleno controle do pescoço e da cabeça, até os 4 anos (aproximadamente 18 kg).

Nesta fase, a cadeirinha deve ser instalada na posição voltada para o painel do veículo, mantida na posição central do banco traseiro. A aceleração da cabeça e a carga de tração do pescoço são reduzidas nos impactos frontais quando a criança se encontra contida neste dispositivo de segurança. Caso o
veículo não possua cinto de três pontos na posição central do banco traseiro, a cadeirinha deverá ser instalada nas posições do banco de trás onde houver esse aparato.

Assento de Elevação

Também conhecido como booster, o assento de elevação é indicado nas situações onde a cadeirinha se tornou pequena devido ao crescimento da criança embora ainda não tenha alcançado altura suficiente para utilizar e beneficiar-se do uso do cinto de segurança próprio do veículo.  O booster é especialmente projetado para se ajustar ao banco traseiro do automóvel, elevando a criança a uma altura tal que permita que o cinto de segurança fique corretamente posicionado, sendo que o ideal é o modelo de três pontos.

O uso do assento de elevação é aconselhado até a criança atingir 36 kg, 145 cm de altura e completar, aproximadamente, 10 anos. Caso o veículo não possua cinto de três pontos na posição central do
banco traseiro, o assento de elevação deve ser instalado nas posições do banco de trás onde houver esse aparato.

IMPORTANTE: Quando uma criança passa a utilizar prematuramente o cinto de segurança do veículo, a faixa subabdominal posiciona-se sobre o abdome e a transversal atravessa o pescoço e a face.  Esse posicionamento deve ser evitado porque predispõe a criança a lesões da coluna vertebral e abdominais.

Cinto de Segurança do Veículo

O cinto de segurança dos automóveis foi projetado para adultos. Enquanto a criança não puder se adequar a ele, um assento de segurança deverá ser utilizado. Geralmente, a criança não se adapta a esse tipo de dispositivo até atingir a estatura mínima de 145 cm, aproximadamente aos 10 anos de idade. O uso adequado do cinto de segurança pressupõe que sua faixa transversal passe sobre o ombro do ocupante do veículo e, diagonalmente, pelo tórax (atravessando a linha hemiclavicular e o centro do esterno).  Sua faixa subabdominal deve ficar apoiada nas saliências ósseas do quadril ou sobre a porção superior das coxas.

O QUE DIZ A LEI

A RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 277, DE 28/05/2008 diz que para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos bancos traseiros usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente. Ou seja:

1) As crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê conforto ou conversível”.

2) As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”.

3) As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”.

4) As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão utilizar o cinto de segurança do veículo.

Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança do veículo ou dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura.

Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o transporte de crianças com até dez anos de idade poderá ser realizado neste banco, utilizando-se sempre o dispositivo de retenção adequado ao peso e altura da criança.

  1. É permitido o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção posicionado no sentido de marcha do veículo, desde que não possua bandeja, ou acessório equivalente, incorporado ao dispositivo de retenção;
  2. Salvo instruções específicas do fabricante do veículo, o banco do passageiro dotado de airbag deverá ser ajustado em sua última posição de recuo, quando ocorrer o transporte de crianças neste banco.

DELIBERAÇÃO CONTRAN Nº 100, DE 02/09/2010

O transporte de criança com idade inferior a dez anos poderá ser realizado no banco dianteiro do veículo, com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura, nas seguintes situações:

  1. quando o veículo for dotado
    exclusivamente deste banco;
  2. quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro;
  3. quando o veículo for dotado originalmente (fabricado) de cintos de segurança subabdominais (dois pontos) nos bancos traseiros.

Excepcionalmente, as crianças com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos e meio poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança de dois pontos sem o dispositivo denominado “assento de elevação”, nos bancos traseiros, quando o veículo for dotado originalmente destes cintos.

Para elaborar o conteúdo da cartilha, o CFM, Abramet e SBP contaram com a ajuda de reconhecidos especialistas em Medicina de Tráfego, assim como com orientações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ambas as entidades dispõem de resoluções que orientam sobre a utilização das cadeirinhas e também estabelecem parâmetros para evitar vítimas de acidentes de trânsito.

Você pode conferir a cartilha completa no link abaixo:

http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=30&edicao=4691#page/1

 

 

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Juíza de Porto Velho adota casal de irmãos e comemora em dose dupla o Dia das Mães

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Desde os tempos em que brincava com as bonecas, a juíza da 1ª Vara de Família da Comarca de Porto Velho, Tânia Mara Guirro, alimentou o sonho de ter um casal de filhos.

Foram dois casamentos, nove tentativas de inseminação in vitro e dois abortos. Nesse tempo, igualmente, a juíza Tânia Mara Guirro, ingressou no Cadastro Nacional de Adoção no ano de 2014, juntamente com o então esposo. Nem o fim do último casamento fez com que ela desistisse do sonho, permanecendo sozinha na fila da adoção. No meio do caminho houve obstáculos como a superação do câncer no útero, em decorrência da hiperestimulação hormonal a que era submetida durante as tentativas de inseminação, até a conclusão do processo do primeiro filho. Em menos de 1 ano e 4 meses, a juíza seria surpreendida com a chegada do segundo filho, uma menina que ingressou na família Guirro pelo mesmo procedimento, a adoção. A atenção pelo dia das mães revela histórias especiais e emblemáticas que nem os principais escritores da teledramaturgia conseguem descrever com tanta riqueza de detalhes emocionantes.

Com apenas dois dias de vida, João Gabriel deu entrada em um abrigo público de Porto Velho, e meses antes a juíza Tânia Mara Guirro e o então esposo desistiram de se habilitarem à adoção de um casal de crianças para que ela fosse submetida ao tratamento de recuperação do câncer no útero, descoberto durante a nona tentativa de fertilização. Ao longo desse período a magistrada foi suspensa da fila de espera da adoção, e teve findado o casamento que se transformara em uma bela amizade. Precisou de dez meses para ser reativada no Cadastro Nacional de Adoção, e então ser comunicada de que no abrigo público havia uma criança que se encontrava em fase final do processo de destituição do poder familiar.

“As psicólogas da Vara da Infância me comunicaram que muito provavelmente meu filho já estava a caminho, e pediram para que eu me preparasse porque talvez seria consultada oficialmente ainda no primeiro trimestre de 2018. Nós nos conhecemos no dia 05/01/2018, e foi o dia mais emocionante da minha vida. Todos os dias durante o período de aproximação eu era a primeira pessoa que ele via ao acordar e a última antes de dormir”, relembra a magistrada. Nessa época, durante a convivência no Lar do Bebê, ela ainda preparava o quarto da criança, tendo apenas dois dias para providenciar enxoval e móveis.

Sozinha, morando distante da família que vive em Londrina-PR, mas com o apoio dos amigos e do ex-marido – que se tornou o padrinho da criança – “o melhor do mundo”, Tânia venceu forte estresse adaptativo, que ela desconhecia existir, tomando conhecimento de haver adotantes que passam até por depressão pós adoção, exatamente como a depressão pós parto. “Comecei a acreditar que não tinha capacidade de cuidar de meu filho adequadamente, que ele merecia uma ‘família margarina’ e não uma mãe que morava longe dos familiares e ainda tinha a saúde sob atenção. Minha única experiência em cuidar de criança era um banho em cada um dos três sobrinhos ‘daqueles para tirar foto’. No início tive muito medo de cuidar dele. Descobri que ele tinha intolerância severa à lactose, dermatite de contato e era lactente sibilante.Fez todo o acompanhamento médico e hoje João Gabriel está plenamente saudável, e sou muito elogiada nos cuidados pelos profissionais de saúde e amigos”, explica a juíza emocionada, que decidiu acrescentar o nome João, em homenagem aos dois avôs – João Guirro e João Santana.

Há pouco mais de um mês, a juíza foi surpreendida ao estar com João Gabriel em um restaurante, e lá se reencontrou com a psicóloga que acompanhou todo o processo de adoção dele. A magistrada recebeu a informação de que havia acabado de dar entrada no mesmo abrigo público a irmã biológica do João Gabriel. Em razão de ter adotado o filho/irmão biológico, a magistrada teria a preferência na adoção da criança recém-nascida e, posteriormente, foi consultada oficialmente. “Embora tenha sido o desejo durante a vida, não imaginava mais ter outro filho, pois a família continua residindo no sul do país, a instabilidade econômica do país me afeta como a todos, não me dispus ainda a novo relacionamento, cuidando de João Gabriel em ‘voo solo’. Então tive muito medo das dificuldades e dos desafios que viriam com uma segunda adoção”, afirma.

Mas o sentimento falou muito mais alto, e a juíza Tânia se preparava para mais um dia memorável – conhecer a menina que chegara no abrigo público sem nome, e estava com a saúde debilitada com pneumonia e bronquiolite. Ao tomar conhecimento, de imediato iniciou o tratamento da pequenina. A magistrada carregava na mente a dúvida de uma nova adoção e clamava a Deus para iluminar os pensamentos. No caminho até o abrigo, a juíza Tânia escutou uma música emocionante cuja letra falava sobre o amor e cuidados dos Céus, vinculou-a ao amor e cuidados das mães que guardam pela vida dos seus filhos, e percebeu que seu coração e suas emoções não tinham as dúvidas da mente e pensamentos. Ao ter contato com a bebezinha, o pequeno João Gabriel perguntou quem era aquele bebê e a mãe respondeu que era a irmãzinha dele. Então João Gabriel, que aprendera a dizer as primeiras palavras, pegou em uma das mãos da recém-nascida e beijou-a delicadamente. Tal gesto cobriu o rosto da mãe de lágrimas e sanou quaisquer dúvidas sobre a família que formavam naquele momento (ou desde sempre), era a chegada da Maria Antônia sendo concretizada, nome escolhido em homenagem à avó materna, Antônia, com quem a juíza sempre teve forte ligação emocional, e a Maria, Mãe de Deus.

“Naquele momento tive a paz e o sentimento necessários para aumentarmos a família. O elemento determinante para a adoção é o amor. Eu amo enlouquecidamente os meus filhos e não imagino a minha vida sem eles. Agradeço a Deus todos os dias pelos filhos que ele me deu. Em todas as orações que fiz pedindo pela vinda de meus filhos, em momento algum consegui alcançar a beleza da família que eu tenho. Demorou porque tudo que é muito especial é demorado para preparar, até mesmo para Deus”, conta a magistrada.

Para habilitar-se à adoção, a juíza Tânia Mara Guirro, passou por um processo judicial, frequentando o curso de capacitação e tendo acompanhamento multidisciplinar com psicólogos e assistentes sociais. “Acredito que não somos nós que escolhemos os nossos filhos, são eles que nos escolhem. Se eu soubesse dessa felicidade sem igual que sinto agora, eu não teria arriscado a minha vida fazendo tantos tratamentos de fertilização in vitro, pois não há razão para isso. O filho brota do amor; se o brotinho se desenvolve na barriga ou no coração, não tem a menor importância; o que importa é que ele é seu filho, seu muito amado filho”, finaliza a magistrada, cobrindo de carícia os dois mais novos membros da família Guirro.

Autor: Assessoria de Comunicação – Ameron

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10 coisas que aprendi sendo mãe de menino

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Eu sempre quis ser mãe. Desde a adolescência, sempre tive isso na minha mente: vou crescer, casar e ter meus filhos. Sim, e sempre quis ter mais de um.

Depois da Alice, quando descobri que iria ser mãe novamente, criei na minha própria cabeça um inquietação sem fim, quando comecei a pensar se viria mais uma menina ou desta vez, um menino. Sim, porque apesar de parecer meio louco, no fundo no fundo, as mamães sempre tem o “faro” aguçado e geralmente acertam o sexo do bebê. Comigo foi assim, com os dois!

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Depois de saber com toda a certeza absoluta que realmente meu mundo iria ficar bem mais azul, comecei a indagar sobre coisas como “Ah, não sei ser mãe de menino, e agora?” “Menino não tem laçarotes, nem frufrus, nem bolsa combinando com o sapato” “Ele vai ser mais apegado com o pai” e blá…blá…blá…

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Meu bebê, com dias de vida!

Quem me conhece e tem mais contato comigo sabe um pouco da minha história e de como foi conturbada a fase do Arthur quando bebê. Mas Deus, que sabe de todas as coisas, mandou para mim não o que eu queria e sim, o que eu precisava: um eterno companheiro.

Então vou dividir aqui com vocês as coisas que aprendi sendo mãe desse menino que assim como Alice, mudou totalmente a minha vida!

  1. Menino é mais fácil de dar banho e arrumar, na hora de sair. Nem fico com preguiça, afinal, é só colocar uma bermuda, uma camisa e um sapato e pronto!!! E o cabelo??? Nem preciso gastar horas e horas penteando…rs. Muito mais prático.
  2. Eles também são mais fáceis de cuidar na hora do banho. Apesar dos cuidados serem praticamente os mesmos, eles são mais fáceis de limpar.
  3. O menino não precisa de mil pares de sapatos. Três já é o suficiente. Lembro-me que Alice tinha praticamente que um par para casa vestido.
  4. Meninos são mais econômicos. Pode acreditar. Já que não precisam tanto de sapatos, nem frufrus, nem bolsas, nem acessórios e tudo mais.
  5. Eles são super companheiros. Arthur desde pequeno é um grude comigo. Ele é meu ajudador, defensor, protetor, e como digo pra ele, meu eterno namorado… kkkkk
  6. Depois do Arthur, comecei a olhar com mais carinho para a seção de brinquedos de meninos nas lojas. Sempre gostei de olhar brinquedos femininos, mesmo antes de ter Alice, só para curiar mesmo.
  7. Meninos são felizes e se divertem com pouco. Uma bola ou um boneco de super herói já está de bom tamanho. Estes dias cheguei em casa com dois presentes (que  não são presentes coisa nenhuma) para as crianças. Para Alice, uma touca de cabelo para o banho e para o Arthur, um sabonete que eu disse para ele que era especial porque tinha cheiro de neném. Alice logo soltou que não tinha gostado do presente. Arthur saiu falando pra todo mundo naquele dia que tinha ganho um presente e que era um sabonete super cheiroso. Fazia questão até de buscá-lo no banheiro!
  8. Os meninos são mais carinhos e cuidadosos com as mães. Arthur sempre me surpreende quando, do nada, ele diz que me ama e que eu estou linda! Sempre faz questão ( e até chora se eu não deixar) de me ajudar a carregar as compras do supermercado e a tirar o lixo da casa. Sim, ele é super prestativo.
  9. Mães de meninos acabam se acostumando com os gritos nas brincadeiras. É um tal de “pow” “vou te pegar”,  que meu Jesus amado… Só falta sair um “pelos poderes de grayskull”!
  10. Os meninos são mais ciumentos. Ficam com ciúme de qualquer homem que se aproxima de mim. E para falar bem a verdade, a gente também acaba ficando também. Vivo falando pra ele que só vai namorar quando tiver 20 anos e que vai ter que cuidar de mim e me carregar no colo quando eu estiver bem velinha…rs

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É difícil enumerar só 10 quesitos, ainda mais quando se tem uma vida toda para aprender mais e mais sobre a maternidade né? Quem sabe daqui há alguns anos eu posto mais outros 10!

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O super herói da casa!

O bom mesmo foi aprender a ser mãe de uma forma geral. Aprendi e ensinei coisas para Alice e para Arthur, só que de formas e maneiras diferentes. Todos os dias eu acordo e agradeço pela vida deles e por me ensinarem tanto, mesmo com tão pouca idade. Filhos são herança do Senhor! Depois conto como é ser mãe de menina!

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As duas riquezas!

Beijos e até mais!

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